... Há dias penso em escrever, mas sinceramente, não sei por onde começar. Muitas coisas aconteceram nesses dias de ausência da net. Coisas boas, mas coisas difíceis, complicadas mesmo e a cada vez que pensava em fazer um post, junto com a vontade de escrever, compartilhar, desabafar, vinha um sentimento não muito bom... uma saudade sem fim que me deixa sem palavras, como nesse exato momento, em que leio e releio várias vezes o pouco que já tem escrito e me sinto perdida, em um labirinto sem saída, mas resolvi começar a construir a minha saída.
Dia 26 de junho, perdi minha tia amada, minha mãezinha 2 (como era muitas vezes chamada por mim)! Miminha! Quem acompanha o blog, deve lembrar do período negro que ela atravessou em outubro de 2009, quando foi diagnosticado o problema e ela passou por cirurgia, uti, sempre lutando muito e querendo viver. Ela queria VIVER! E disse que ia lutar até o final e assim fez..
Duas irmãs da minha mãe não casaram e viveram a vida para os sobrinhos, principalmente, para a minha mãe e suas filhas, talvez por ser a mamãe bem mais nova, talvez por afinidade... Tia Jurá e Miminha! E minha relação sempre foi de muito afeto com as duas, mas de um mimo até insuportável com a Miminha. Sempre fui a Luzinha! Sua Luzinha! E não ter mais a sua companhia anda sendo muito, muito esquisito.
Ela foi uma pessoa extremamente alto astral, de amor incondicional à família, nervosa, briguenta, mas talvez a mais justa e honesta pessoa que já tenha conhecido. Participou da minha vida de modo intenso. Sempre ao meu lado. Não importava se eu estava errada ou certa, primeiro ela estava ao meu lado, depois, com jeitinho, se precisasse, vinha a lição de moral, o conselho. Era raro o dia em que não nos falávamos e sempre que ela estava bem, encontrava tempinho de fugir das obrigações de mãe, da loja, do mestrado e a levava para lanchar e passear, seu programa predileto e tínhamos nossas manias, costumes e segredos como o presente duplo no Natal (um na frente de todo mundo, outro escondido, no quarto, no final da ceia, quando a casa da vovó já estava quase vazia).
Agradeço muito a Deus o amor que recebi. Sabe aquela certeza de amar e ser amada? Agradeço também por ter certeza de que não deixei de dizer, de demonstrar o que sentia. Fiquei com a sensação de que poderia ter feito mais. Poderia ter deixado a preguiça de lado quando cansada das viagens, poucas vezes não tive como fugir para nossos passeios, mas sei que fiz, que fui, mas sempre tem o sentimento de que poderia ter feito mais. Acho que isso é do ser humano e não se discute! Ouvi dizer que fui uma sobrinha e tanto... ah, se eu tiver sido pelo menos um pouquinho do que ela foi de tia e mãe, fico tranquila! Tudo nas nossas vidas foi especial... cada Natal, Novena, aniversário, cada pequena conquista foi comemorada e, realmente, só tenho que agradecer!
Sua última noite consciente foi passada comigo e minha mãe. Noite difícil! Mas ganhei beijo! Meu último beijo! E lembro perfeitamente do sorriso e do beijo jogado! E, hoje, só saudade! Muita saudade!
Os meninos não participaram de nada, mas ficaram sabendo de tudo na mesma hora em que acontecia... o hospital, a piora, o adeus! Choraram muito quando meu primo ligou para avisar e eu desliguei o telefone chorando. Conversei muito com eles e ficaram o tempo todo com minha sogra que foi sem palavras. Estava em dúvida se devia ou não levá-los para a missa de sétimo dia e em família foi decidido que eles deviam ir para, infelizmente, viver a vida em todos os sentidos. A missa foi linda e tranquila, mas é inevitável a emoção não tomar conta e fiquei ansiosa por que eles ficaram extremamente emocionados, mas mesmo com o choro sentido, reagiram como rapazinhos e seguiram adiante.
E uma coisa me chamou muito a atenção. Depois da missa, minha sogra pediu para levá-los em um passeio e eu achei ótimo por que além de ter trabalho, a família iria ser reunir para o almoço e o clima, apesar de sereno, não era tão bom para crianças. Guilherme resistiu. Não queria ir! Queria ficar comigo! Conversei com ele dizendo que iria para a loja, que isso e aquilo até que meio contrariado, ele topou a programação da avó, mas me ligou o dia inteiro. Comprou um chiclete, uma revista, um lanche... e guardou tudo até me encontrar com uma abraço carinhoso. Essa foi a maneira encontrada por ele para tomar conta de mim e eu me senti tão bem com os cuidados do meu pequeno grande homem!
Hoje, rompi a barreira do labirinto e encontrei uma saída, falei o que estava me sufocando e amanhã, quem sabe, volto logo com as coisas boas que andaram acontecendo nesses dias...!!!
Dia 26 de junho, perdi minha tia amada, minha mãezinha 2 (como era muitas vezes chamada por mim)! Miminha! Quem acompanha o blog, deve lembrar do período negro que ela atravessou em outubro de 2009, quando foi diagnosticado o problema e ela passou por cirurgia, uti, sempre lutando muito e querendo viver. Ela queria VIVER! E disse que ia lutar até o final e assim fez..
Duas irmãs da minha mãe não casaram e viveram a vida para os sobrinhos, principalmente, para a minha mãe e suas filhas, talvez por ser a mamãe bem mais nova, talvez por afinidade... Tia Jurá e Miminha! E minha relação sempre foi de muito afeto com as duas, mas de um mimo até insuportável com a Miminha. Sempre fui a Luzinha! Sua Luzinha! E não ter mais a sua companhia anda sendo muito, muito esquisito.
Ela foi uma pessoa extremamente alto astral, de amor incondicional à família, nervosa, briguenta, mas talvez a mais justa e honesta pessoa que já tenha conhecido. Participou da minha vida de modo intenso. Sempre ao meu lado. Não importava se eu estava errada ou certa, primeiro ela estava ao meu lado, depois, com jeitinho, se precisasse, vinha a lição de moral, o conselho. Era raro o dia em que não nos falávamos e sempre que ela estava bem, encontrava tempinho de fugir das obrigações de mãe, da loja, do mestrado e a levava para lanchar e passear, seu programa predileto e tínhamos nossas manias, costumes e segredos como o presente duplo no Natal (um na frente de todo mundo, outro escondido, no quarto, no final da ceia, quando a casa da vovó já estava quase vazia).
Agradeço muito a Deus o amor que recebi. Sabe aquela certeza de amar e ser amada? Agradeço também por ter certeza de que não deixei de dizer, de demonstrar o que sentia. Fiquei com a sensação de que poderia ter feito mais. Poderia ter deixado a preguiça de lado quando cansada das viagens, poucas vezes não tive como fugir para nossos passeios, mas sei que fiz, que fui, mas sempre tem o sentimento de que poderia ter feito mais. Acho que isso é do ser humano e não se discute! Ouvi dizer que fui uma sobrinha e tanto... ah, se eu tiver sido pelo menos um pouquinho do que ela foi de tia e mãe, fico tranquila! Tudo nas nossas vidas foi especial... cada Natal, Novena, aniversário, cada pequena conquista foi comemorada e, realmente, só tenho que agradecer!
Sua última noite consciente foi passada comigo e minha mãe. Noite difícil! Mas ganhei beijo! Meu último beijo! E lembro perfeitamente do sorriso e do beijo jogado! E, hoje, só saudade! Muita saudade!
Os meninos não participaram de nada, mas ficaram sabendo de tudo na mesma hora em que acontecia... o hospital, a piora, o adeus! Choraram muito quando meu primo ligou para avisar e eu desliguei o telefone chorando. Conversei muito com eles e ficaram o tempo todo com minha sogra que foi sem palavras. Estava em dúvida se devia ou não levá-los para a missa de sétimo dia e em família foi decidido que eles deviam ir para, infelizmente, viver a vida em todos os sentidos. A missa foi linda e tranquila, mas é inevitável a emoção não tomar conta e fiquei ansiosa por que eles ficaram extremamente emocionados, mas mesmo com o choro sentido, reagiram como rapazinhos e seguiram adiante.
E uma coisa me chamou muito a atenção. Depois da missa, minha sogra pediu para levá-los em um passeio e eu achei ótimo por que além de ter trabalho, a família iria ser reunir para o almoço e o clima, apesar de sereno, não era tão bom para crianças. Guilherme resistiu. Não queria ir! Queria ficar comigo! Conversei com ele dizendo que iria para a loja, que isso e aquilo até que meio contrariado, ele topou a programação da avó, mas me ligou o dia inteiro. Comprou um chiclete, uma revista, um lanche... e guardou tudo até me encontrar com uma abraço carinhoso. Essa foi a maneira encontrada por ele para tomar conta de mim e eu me senti tão bem com os cuidados do meu pequeno grande homem!
Hoje, rompi a barreira do labirinto e encontrei uma saída, falei o que estava me sufocando e amanhã, quem sabe, volto logo com as coisas boas que andaram acontecendo nesses dias...!!!
6 comentários:
Luciana minha amiga,receba um forte abraço,pois a gente nunca sabe o que dizer(aqui no caso escrever) em uma hora difícil como essa!! tenho certeza que fez por ela em vida tudo que foi possivel,e na biblia mesmo diz,tem tempo pra sorrir tempo para chorar,faz parte da vida,não temos como evitar. Que Deus console toda família. bjos
amiga...
que triste, mas vc foi maravilhosa com ela todo tempo! ela deve estar lá no céu vendo e torcendo sempre por vcs...
não sei nem o que dizer...
sabe que andei pensando em ti estes dias? vinha aqui e nada...estava preocupada...
qqer coisa que precisar...pode pedir!!!!
volta logo ok? quero saber tudo de vcs, dos lindinhos...
bjão e fica bem viu?
Lu querida, fique feliz em saber que vcs viveram um amor quase filial lindo. Essa deve ser a sua certeza: vc se dedicou ao máximo, pq como vc mesma disse, a gente nunca faz o máximo mesmo.
Claro que a saudade não tem fim, mas fica tb a certeza desse amor q tb não terá.
Que Deus os abençoe sempre e sempre. Bjocas.
Sinto muito, imagino como deve estar sendo dificil, a saudade é enorme.
Que sobrinha/filha maravilhosa vc foi,tenha certeza disso. Se todos fizessem só um pouquinho do que vc fez, muitas pessoas seriam mais felizes.
Receba meu abraço e um grande beijo.
Ah Lu a morte é algo que até passarmos por ela na familia não sabemos ao certo como lidar!
Só o tempo aconselha, tira a dor e deixa a saudade uma coisa melhor sem o choro de sofrimento!
Por isso pense nela com carinho reze para que seu caminho seja de luz e evoluçao para que ela tb fique em paz!
um big bj viu ese precisar grita!
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