Posso chorar? Tinha escrito um post enorme ontem e perdi tudo. Antigamente, quando eu usava o blogger, digitava tudo no word e não perdia, mas aqui, não consigo transferir o que digitei e já aconteceu isso algumas vezes... bem, o post havia ficado gigantesco e não sei se conseguirei tempo para reescrevê-lo, mas vou tentar resumir o mais importante.
Nessa época do ano, temos chuvas fortes aqui na nossa cidade que é conhecida como a chapada do corisco pela alta incidência de raios. Gustavo simplesmente detesta chuva forte, fica quietinho com trovões e raios. Sempre que chove, procuro voltar para casa ou simplesmente ir para onde ele estiver, mas sem drama, sem alimentar o medo... às vezes conversamos sobre a natureza e seus fenômenos e ficamos sentadinhos olhando a chuva cair e os inúmeros raios e trovões... ele já até entende um pouco sobre a velocidade da luz e do som, rsss
Na quinta-feira eu estava na loja quando ele começa a me ligar várias vezes pedindo para que eu voltasse para casa por que iria chover. Como estava ocupada, fui desconversando até que ele me liga com uma voz de medo mesmo, achei estranho e falei com a secretária que disse: D. Luciana o quarto rachou! E eu: o que? quarto? rachou? Não entendi nada, mas resolvi que era hora de ir para casa... cheguei e só agradecia a Deus por ter conseguido chegar bem! Não enxergava nada a minha frente, na ponte então, não conseguia saber qual era o limite...
Quando subi, encontrei um par de olhos arregalados e assustados e outro ansioso por me mostrar o que havia acontecido. Pois bem... não havia o que entender por que realmente o quarto havia rachado. O forro de gesso simplesmente trincou todo e chegou a cair em alguns pontos e a chuva, vento foram tão fortes que mesmo com as portas das varandas fechadas, entrou água até o meio da sala e no meu quarto todo. Para completar a bagunça ficamos um pouquinho sem luz e a Bellinha corria a casa toda molhando os pelos que não podem, ou melhor, não devem ficar molhados. Rssss
Desde esse dia eles dormem no meu quarto no maior acampamento já feito por aqui. Hoje, não fui trabalhar e espero desde às 8h a empresa que vem fazer o conserto chegar. Acabaram de ligar avisando que só virão 10h eu não consigo entender por que nada relacionado a esse tipo de mão de obra não tem um prazo certo a ser cumprido! Não entra na minha cabeça essa falta de profissionalismo e se eu entendesse o mínimo de construções, obras, reparos, montava uma empresa para ser exceção a regra. Tenho que certeza de que é possível sim!
Mudando de assunto... Gustavo anda se achando o máximo no prédio grande da escola, de calças compridas, de casaco... estamos na segunda semana de aula e ele vem respondendo bem ao aumento de tarefas e responsabilidades. Incrível como já lê tudo, tudo, tudo e quase se vira para fazer sua tarefa! Está em uma fase chata! Anda nervoso! Anda metido a valentão, todo grosseirão... eu e Alexandre estamos preocupados com esse comportamento que espero ser só mais uma das fases difíceis que de vez em quando encontramos pelo caminho. Ando conversando, ando tentando buscar paciência, mas confesso que tanto eu, quanto Alexandre, já perdemos... uma das coisas que observei foi a menina que trabalhava aqui já há um ano... ela nunca se entrosou com as crianças, mas mantinha tudo muito bem organizado e limpo e como ou eu, ou Alexandre sempre estávamos com eles, fomos deixando. Ela falava até mesmo comigo de um jeito muito rude, mas que não era por maldade, mas sim por falta de jeito mesmo e fui tentando ensiná-la a ser mais gentil e sempre conversava com os menino e via que eles gostavam dela, mas comecei a ligar mais as minhas antenas e a observar que junto com o comportamento agressivo do Gustavo via uma pessoa falando de modo muito rude com os meninos.
Ela nunca os maltratou, mas no último mês mudou muito o comportamento ou por que queria sair daqui ou por que estava com algum problema e não queria revelar. Conversei muito e como minhas aulas começam hoje (era para estar em Fortaleza, na sala de aula nesse exato momento) não queria ter que demiti-la, mas, na manhã de quinta, ela foi MUITO bruta com o Gustavo bem na minha frente, contei até 30, respirei fundo, busquei a opinião do marido, mãe e sogra e todos apoiaram a minha decisão de colocá-la para fora e na manhã de sexta resolvi essa situação e na sexta mesmo, Papai do Céu me mandou outra pessoa, que está ainda conhecendo os nossos hábitos e que eu ainda não tenho segurança para deixá-la sozinha com os meninos, mas pelo menos, já é uma ajuda e tem duas referências boas que me tranquilizam. Por essa e por outras, faltei aula hoje...
Quanto ao Guiguizão, está cada vez mais rapazinho e mais gaiato. Ando me deixando cheia de orgulho ao fazer as tarefas bem direitinho, o único problema é o "embromation" que acaba levando a tarde toda, rsss Ontem, ajudava o Gustavo com sua tarefa e ele sozinho fazia a dele e teve uma pesquisa para fazer: procurar um poema de Vinicíus de Moares e copiar. Só ouvia ele dizendo: Não, esse é grande! Esse também! Até que ele diz: Achei! E quando começou a copiar a primeira frase do poema Dialética :
" É claro que a vida é boa"
Ele continua a falar alto sozinho: Vida boa é seu Vinicius! Criança não tem vida boa não. Tem que fazer tarefa, fazer tarefa... ele continuou a resmungar, mas tive que sair do quarto para rir,
rsss Os dois estão na aula de bateria e violão, mas isso fica para outro
post!