Natal! Lembro com muito carinho e emoção de várias noites de Natal! E não sei ao certo quando descobri que o Papai Noel não era realmente o Papai Noel... e, tenho até hoje o meu último presente deixado embaixo da cama pelo meus pais: Um lindo anel que é meu xodó! Tinha 15anos e minha irmãs já estavam com 20 e 21 anos... usei esse anel diariamente até o meu casamento, quando o substitui pela aliança (no dia a dia, só uso minha aliança na companhia de uma meia aliança...)!
Nos anos que se seguiram, continuamos ganhando dois presentes e sempre brincávamos dizendo que era o presente da mamãe e do papai e o presente do Papai Noel, mas minha irmã já estava noiva, já tinha que frequentar duas famílias na noite de Natal e a outra já namorava sério com o meu cunhado e estava quase com o mesmo problema. Mamãe parou de deixar embaixo da cama por que sempre uma ainda não havia chegado em casa... ela sempre colocava escondido!
Os sobrinhos nasceram e a magia do Papai Noel passou para eles... há nove anos atrás lembro que eu e Alexandre fomos na madrugada do dia 24 pegar o Astor, cachorrinho de estimação dos meninos da casa da Larissa, no aeroporto, vindo de São Paulo. Recebemos o Astor, o escondemos por 24h, quando na madrugada do dia 25 o deixamos na casa deles. Larissa e Léo colocaram o Astor no quarto das crianças às 05:00 da manhã e saíram para fingir dormir quando "acordaram" com os gritos emocionados dos três meninos que tinham 6, 5 e 3 anos (Lara, Augusto e Louise). Eles acreditaram por muito, muito tempo que o Papai Noel tinha deixado o Astor lá. Até que um dia, Larinha me perguntou: tia, por favor, me conta direito como o Astor chegou? Larissa ia sempre enrolando um e outro, até mesmo por que, depois de 6 anos ela teve a Lorie e até hoje, na casa dela, o Papai Noel ainda passa!
Aqui em casa não é diferente... quando o Gui tinha 1 aninho, mesmo sem ele entender nada, fiz uma cartinha com ele e "mandamos" para o Papai Noel. Quando fez dois anos, passamos o Natal no Rio e sempre perguntávamos a ele se o Papai Noel iria conseguir encontrá-lo mesmo tão longe de casa e, mesmo pequenininho, ele se emocionou ao ver seu presente, colocado ao lado do colchão aonde estava acampado, rss
E assim foi ano após ano... com a chegada do Gustavo, no primeiro Natal, lembro que o Gui me ajudou com a cartinha dele e fazia questão de dividir com o irmão a magia do Natal. Teve um ano que dexei uma maçã mordida, junto com um copo de leite pertinho da árvore para fingir que Papai Noel havia feito um lanchinho. No ano passado, os presentes foram deixados dentro de uma meia, embaixo da cama e eis que esse ano me deparo com a seguinte situação:
Guiherme teve seu DS, brinquedo amado, idolatrado e super bem cuidado por ele... bem, não sabemos ao certo o que aconteceu e o fato é: em outubro o DS dele sumiu da casa da mamãe. Revirei a casa ao avesso! Vi o local em que ele tinha guardado o jogo (ele, inclusive, me avisou que tinha colocado lá) e nem cheguei a comentar isso aqui por que realmente fiquei chateada com o que aconteceu. Ele só podia jogar nas sexta, depois da tarefa feita, sábado e domingo. Nesse dia a casa estava cheia pois estava tendo o churrasco de comemoração do aniversário do Maurilinho. As pessoas que trabalhavam eram todas de confiança e é difícil acreditar que alguém possa ter pegado justamente o DS do Gui, mas, como disse, o fato é: o brinquedo SUMIU!
Ele não chorou, não gosta de tocar no assunto, não pediu outro... de vez em quando, joga no do irmão, mas sinto uma certa implicância por parte do Gustavo e uma certa tristeza por parte do Gui. No dia em que perdeu lembro que disse a ele que, naquele momento, eu não podia comprar outro, mas que assim que pudesse, conversaríamos sobre o assunto. Bem, o Natal chegou, Alexandre está iniciando um novo projeto de vida para nossa família e nesse momento não devemos ter gastos altos... não seria agora que o DS do Gui iria ser comprado e, chegou a temida hora da carta do Papai Noel e ele, irredutivél disse:
- Quero um cahorro! E eu (ele tenta ganhar um cahorro desde o ano passado e também pediu no aniversário desse ano) : Gui, já conversei com você sobre isso! Ainda não está na hora de termos um cachorro! Mamãe e o papai já estão quase convecidos de criar um, mas deixa a mamãe terminar o mestrado, não viajar mais para poder cuidar direito do cachorrinho!
- Tá bom! Mamãe! (isso bem sério e contrariado) Pois eu quero meu DS de volta! Não quero um novo! Quero o meu de volta!
- Gui, Papai Noel não tem como trazer o DS de volta! (Isso já com medo do que viria pela frente...)
- Mamãe, como não pode? Se ele existe mesmo, pode sim! Ele é mágico! Tem duendes mágicos! E sabe que eu acho que quem compra os presente é tu e o papai! Meus amigos dizem que ele não existe. Que é mentira! Eu nem sei mais se eu acredito nele ou não! Eu acredito?
Sabem o que eu respondi: o que meu coração mandou: - Filho! É melhor acreditar! Sabe... lá no fundinho, até hoje a mamãe acredita! E eu sou bem feliz por isso!
Bem, o post já está longo, mas preciso terminar... essa conversa foi quando cheguei de Florianópolis e desde lá passei a ajudar o Alexandre no "nosso novo projeto de vida" e nossa vida se resume a trabalho, trabalho e trabalho. Estamos virando noite, almoçando fora... ele mal está vendo os meninos e eu, ando me dividindo em 1000 para dar conta das atividades que estou fazendo, da casa e deles. Todas as noites jogamos algum jogo, lemos um livro ou fazemos algum passeio, mas está tudo corrido e cansativo fora as 1001 confraternizações...
Como o Natal está chegando e nada das cartinhas dos meninos serem feitas, quinta-feira trouxe a Louise para dormir aqui e pedi que ela os ajudasse a fazer a cartinha. Deixei cola, tintas, eva, papéis, um monte de coisas coloridas para que eles exercitassem a criatividade, se sujassem um pouco e escrevessem a tal carta. Cheguei e vi uma linda cartinha do Gustavo... com o pedido feito... Guilherme havia feito uma linda moldura para escrever sua carta, mas até então, nada escrito e até hoje, a moldura está em cima da mesa e ele sempre arranja uma desculpa... na sexta, não trabalhei muito e brinquei com eles bastante... no sábado compramos nossos presentes de amigo oculto e ele não toca no assunto...
Resolvi não forçar a barra e não vou pedi que ele escreva, mas o presente vai chegar debaixo da cama! Gustavo continua acreditando no bom velhinho e hoje, vibrou ao ver um Papai Noel sobrevoando a cidade em um helicóptero. Gritava: Eu vi! Eu vi! Mamãe acho que esse aí é o de verdade!!!
Dias corridos... nossas ceias familiares começam no dia 23 e só terminam no dia 25 a noite... esse ano quero levá-los à missa também já que a novena na casa da minha avó não teve a participação deles, apesar de terem participado direitinho da novena da casa da minha mãe! Acho difícil aparecer por aqui antes do Natal, então:
F E L I Z N A T A L ! ! !