
e chamando de mamãe, que eu seria mãe! Tive uma gravidez maravilhosa sem enjôos e curti cada dia que passou. Me olhava no espelho e me achava LINDA com aquele barrigão. Adorova sentir seus chutes e ficava imaginando como seria ter o meu bebê nos braços. Um dia, ainda no comecinho, com uma preguiça típica de gravidez, ouvi minha tia dizer: É! Agora você tem alguém que irá ter controlar! Eu não sabia, naquele dia, o quão verdadeiras seriam essas palavras!Quando você nasceu, a gente estava morando em Fortaleza, mas como papai trabalhava muito, ele deixou a mamãe com a vovó Alice e todos os finais de semana ele vinha nos visitar em Teresina. E to
dos os dias eu pedia: Filho, nasce quando o papai estiver pertinho! E você me ouviu! Sábado de manhã, seu pai me ligou para ir buscá-lo por que estava chegando e 1h depois você nasceu!E depois do seu nascimento, com apenas 15 dias, nós voltamos para casa. Papai queria a nossa companhia e já não aguentava mais as viagens. Vovó Alice foi a tiracolo, nossa principal bagagem naquele retorno para casa! Ela me ajudou a organizar suas coisas, a cuidar de você e quando você fez 1 mês, fomos deixar a vovó no aeroporto
e como foi difícil voltar para casa sem ela. Quantas dúvidas! Quanto medo! Abraçadinha a você, chorei muito... daquele momento em diante era a mamãe e o papai, o papai e a mamãe. Sem vovós, sem titias... será que eu saberia cuidar de você? Eu queria a minha mãe! .jpg)
, esperto e do bem!Seu irmão nasceu e todos diziam que você iria me dá muito trabalho por que era muito ligado em mim... meu amor, você foi nota 1000. Com 2 anos e 9 meses recebeu o Gustavo como um troféu. Mamãe ouviu muitas críticas por que você chagava da escola e ia direto falar com ele. As pessoas diziam: ele está sujo. Nao lavou as mãozinhas. Tinha nada não... escondidinha, mamãe trocava os paninhos do Gustavo e limpava a mãozinha dele que você, com tanto carinho fazia questão de pegar. A casa era sua. A mãe era sua. O irmão era seu. Você tinha entrada l
ivre e acho que por isso recebeu seu mano com tanto amor e carinho. Tantas coisas para escrever... lembro de muitos detalhes da nossa história como, por exemplo, no seu primeiro dia de aula, eu só fui embora da escola por que o papai me levou e passou a manhã comigo na rua... minha vontade era de ir te pegar, ver se você estava bem e, de repente, convenci seu pai a voltar. Sabe como? Tinha esquecido de avisar as tias que você chamava água de "lerulá", imagina, você com sede a manhã toda? A primeira vez que viu chuva, já grandinho e ainda chamando água de "lerulá", virou para sua avó e disse: Vovó, "lerulá" caindo! Filho amado, não me pergunte por que estou escrevendo isto, mas nesses últimos dias, você anda me desafiando eu já pensei, pensei e não estou conseguindo reverter a situação... pedi colo a minha mãe e ela disse: Filha, você me orgulha como mãe. Guilherme está crescendo! Tenha paciência! Eu, meu amor... só queria que você entendesse que eu só quero que você seja feliz! Simplesmente feliz! E que entenda que a felicidade não é no estar, no ter, nem em apenas um único momento... é feliz aquele que é grato! Gratidão... acho que é a palavra do momento e, à você, minha gratidão por ter me tornado mãe e ter me feito feliz! Muito feliz! Amo você!